
Atividade de Job Shadowing deu a conhecer às 6 participantes italianas diferentes realidades educativas de Aveiro, com paragens na EPA e em várias escolas do concelho.
A educação tem esta particularidade curiosa… quanto mais se partilha, mais se cresce. Foi com esse espírito que a AEVA organizou mais uma atividade de Job Shadowing para um grupo de seis professoras italianas, num programa pensado para mostrar práticas, abrir portas e pôr diferentes experiências educativas em diálogo direto.
Durante vários dias, as participantes tiveram contacto com contextos distintos de ensino e formação, observando de perto práticas pedagógicas centradas no aluno, estratégias de inclusão, formas de prevenção do abandono escolar e abordagens ligadas às competências interculturais e ao uso de ferramentas digitais na educação. O objetivo não passou por “mostrar serviço” num formato de montra. Passou por algo bem mais útil… criar tempo e espaço para olhar, perguntar, comparar e discutir aquilo que faz sentido no terreno.
O programa incluiu visitas e momentos de trabalho colaborativo na Escola Profissional de Aveiro, no IDL – Instituto Duarte de Lemos, na Escola Básica João Afonso de Aveiro, na Escola Básica de Esgueira e na EB1 das Barrocas. Em cada paragem houve contacto direto com equipas, ambientes de aprendizagem e formas de organização que ajudam a perceber como diferentes escolas respondem a desafios que, apesar de contextos distintos, acabam por tocar em questões comuns a muitos sistemas educativos.
Na EPA, este tipo de partilha encaixa com naturalidade numa escola habituada a trabalhar de portas abertas e com atenção ao que se faz cá dentro e lá fora. Receber profissionais de outro país para observar práticas e trocar experiências não é um gesto protocolar. É uma forma concreta de pôr a escola em conversa com a Europa e de valorizar aquilo que se constrói todos os dias com alunos, docentes e equipas técnicas.
Deixamos o nosso agradecimento sentido a todas as escolas, direções, docentes e profissionais envolvidos pela forma calorosa como acolheram as participantes e pela disponibilidade demonstrada na partilha de práticas e experiências. No fim, fica uma ideia simples e muito atual… a educação avança melhor quando circula, quando se abre ao olhar dos outros e quando aceita discutir o que pode fazer melhor. A cooperação europeia, a troca de conhecimento e o contacto com diferentes realidades educativas continuam a ser peças importantes para construir uma escola mais inclusiva, mais inovadora e mais consciente do seu papel. E isso, quando acontece com verdade, nota-se logo.

